sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

TRINTA ANOS DEPOIS

O comentário do pai precavido:



Trinta anos passados... era noite depois de mais um dia tenso de trabalho. O destemido pai, que não evitava desafios nem tinha medo de nada, dirigia que nem louco para chegar a tempo na maternidade. Era apenas mais um desafio, uma nova etapa da vida que seria facilmente vencida. Mas aquele jovem pai, destemido e ousado, a receber da enfermeira aquele projeto de gente, enrolado num pano apenas com a carinha de fora, viu-se de repente, como a pessoa mais feliz do mundo, mas ao mesmo tempo totalmente impotente e incompetente....Meu Deus! como vou cuidar "disto"? Ganhei o melhor presente da minha vida, mas e agora? o que eu faço? Gritou pra si mesmo. Baseado no mais puro e incondicional amor, o agora inseguro pai, tentou ser dedicado e comprometido com a missão que assumira naquela noite de dezembro, tentou compartilhar tudo que aprendera de bom, o respeito pelas pessoas, pelas leis, a paixão pelo Flamengo e pelos Beatles. Com certeza, o insistente pai, errou mais do que acertou. Algumas injustiças foram cometidas, alguns exageros foram impostos. Resta para o pai apaixonado pelo filho, a certeza de que aquela criatura, minúscula que segurava nos braços 30 anos atras, se tornou, por mérito próprio, um homem ético, de bom coração e competente, que é capaz de perdoar os deslizes do pai, prestes a se aposentar. Missão cumprida!

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

QUASE

Na capa do livro "1822" de Laurentino Gomes:

"Como um homem sábio, uma princesa triste e um escocês louco por dinheiro ajudaram D. Pedro a criar o Brasil - um país que tinha tudo para dar errado."

E não deu?