Enquanto o Brasil vai bem, obrigado, a Europa ainda vive sequelas da crise econômica. Na Grécia o governo diz que precisa de dinheiro. A União Européia faz diversas restrições a um eventual empréstimo, enquanto parte da população grega sugere que UE pegue esse dinheiro, dobre bem dobradinho e...vocês já sabem.
A Grécia é notícia, pois a crise econômica é grave e as manifestações violentas. Contudo, outro país europeu passa por um momento delicado, não apenas economicamente, mas politicamente. Estou falando da pequena Bélgica. Sim, lá onde vivem os “belgicanos”, como diria aquele jogador de futebol. País que poucos conhecem. O Sergipe da Europa.
Pois a capital européia (dane-se a nova ortografia) está novamente sem primeiro-ministro. Divido em três grandes áreas (Flandres, Bruxelas e Valônia), o país na prática não existe. A região flamenga, de origem holandesa, mais rica e organizada ao norte; a Valônia ao sul, de origem francesa, com uma forte produção industrial e com problemas estruturais que lembram o velho e bom país tupiniquim. No meio está a capital Bruxelas, a única parte verdadeiramente bilíngue do país. Mesmo assim você encontrará belgas que demonstram verdadeira irritação ao ter de falar na língua do “irmão” (acreditem, eu vi pessoalmente).
Nesse momento, uma pequena comunidade da região de Bruxelas, chamada Bruxelles-Hal-Vilvorde (ou simplesmente BHV) vive dias de protagonista. Lá, os flamengos reivindicam maior autonomia neerlandofônica. Os valões protelam, adiam votações e a situação da pobre comunidade não muda por anos. Recentemente a paciência de um dos partido de direita de Flandres acabou. Assim, diversos políticos flamengos se desvincularam do governo, forçando a demissão do primeiro-ministro Yves Leterme, este também de origem flamenga. Detalhe: esta é a quinta vez que Leterme pede demissão do poder. Quem dá a última palavra nesse caso? O Rei. Querido pelos valões, ignorado pelos flamengos. A solução: ou os partidos entram em acordo e indicam um novo primeiro-ministro, ou a Bélgica será obrigada a antecipar as eleições.
O que é o mais grave em tudo isso? Um país de pouco mais de 10 milhões de habitantes, de origens diferentes (não nos esqueçamos da parte germânica da Bélgica), não são capazes de viver de forma pacífica. A cada dia que passa movimentos separatistas ganham mais força. Talvez sirva até (eu disse TALVEZ) como “incentivo” a outros países com problemas, como a Espanha. Enquanto falamos de globalização, de redução de fronteiras, de inclusão social e digital, a Bélgica se afunda na própria falta de compreensão.
...mas e o Kiko, não é mesmo?
A Grécia é notícia, pois a crise econômica é grave e as manifestações violentas. Contudo, outro país europeu passa por um momento delicado, não apenas economicamente, mas politicamente. Estou falando da pequena Bélgica. Sim, lá onde vivem os “belgicanos”, como diria aquele jogador de futebol. País que poucos conhecem. O Sergipe da Europa.
Pois a capital européia (dane-se a nova ortografia) está novamente sem primeiro-ministro. Divido em três grandes áreas (Flandres, Bruxelas e Valônia), o país na prática não existe. A região flamenga, de origem holandesa, mais rica e organizada ao norte; a Valônia ao sul, de origem francesa, com uma forte produção industrial e com problemas estruturais que lembram o velho e bom país tupiniquim. No meio está a capital Bruxelas, a única parte verdadeiramente bilíngue do país. Mesmo assim você encontrará belgas que demonstram verdadeira irritação ao ter de falar na língua do “irmão” (acreditem, eu vi pessoalmente).
Nesse momento, uma pequena comunidade da região de Bruxelas, chamada Bruxelles-Hal-Vilvorde (ou simplesmente BHV) vive dias de protagonista. Lá, os flamengos reivindicam maior autonomia neerlandofônica. Os valões protelam, adiam votações e a situação da pobre comunidade não muda por anos. Recentemente a paciência de um dos partido de direita de Flandres acabou. Assim, diversos políticos flamengos se desvincularam do governo, forçando a demissão do primeiro-ministro Yves Leterme, este também de origem flamenga. Detalhe: esta é a quinta vez que Leterme pede demissão do poder. Quem dá a última palavra nesse caso? O Rei. Querido pelos valões, ignorado pelos flamengos. A solução: ou os partidos entram em acordo e indicam um novo primeiro-ministro, ou a Bélgica será obrigada a antecipar as eleições.
O que é o mais grave em tudo isso? Um país de pouco mais de 10 milhões de habitantes, de origens diferentes (não nos esqueçamos da parte germânica da Bélgica), não são capazes de viver de forma pacífica. A cada dia que passa movimentos separatistas ganham mais força. Talvez sirva até (eu disse TALVEZ) como “incentivo” a outros países com problemas, como a Espanha. Enquanto falamos de globalização, de redução de fronteiras, de inclusão social e digital, a Bélgica se afunda na própria falta de compreensão.
...mas e o Kiko, não é mesmo?
Dane-se a nova ortografia...até 2012.
ResponderExcluirO restante da matéria eu nem li...pra você ver que o Kiko vai bem.