Passei o dia dos professores na companhia daqueles que fazem valer a pena a docência: os alunos.
Cada dia que passa eu sinto o tamanho da tensão entre estes dois seres. Disputas por atenção, poder, controle, sexo. Embates que muitas vezes começam em pequenas picuinhas.
Os assuntos burocráticos ofuscam os vínculos; notas, faltas, provas, seminários, tudo parece criar uma muralha de pura incomunicação...apenas as sombras dos vínculos.
Diversas são as válvulas de escape: chamadas, provas surpresas, broncas coletivas, expulsões e outros subterfúgios professorais; soneca, conversas, desprezo, rabiscos e outras malícias discentes. O ambiente onde o conhecimento circularia se carrega de tensões administrativas, racionais. O professor traz a luz, mas das 19hs às 22hs, com meia hora de intervalo. Se alguém absorver, legal...senão, paciência.
Mas e os vínculos?
Estão lá, eu vos digo, nas frestas deixadas pela parede do racional. Pequenos buracos por onde passam respeito, afetos e conhecimento...este construído coletivamente. Apesar da sala fria, das carteiras ordenadas, dos horários rígidos, das chamadas, das provas, há corpos ansiando vínculos. Se deixar levar pelos afetos em sala de aula é um exercício complicado e perigoso, mas muito fascinante.
Uma maçã a todos que gostam de vínculos em sala de aula!
Se não houvessem os professores, não seriamos alunos e vice versa. Paredes existem para todos os tipos de vínculo que se separam por cargos hierárquicos. Entender a diferença entre profissionalismo, amizade, ou qualquer outro tipo de relação, depende da evolução da mente de cada um.
ResponderExcluirTodos podemos ser professores! A diferença é o conteúdo que é passado, o regimento da instituição (se houver uma) e o registro na carteira.
Que este seja o início de um grande carreira bem sucedida e que você receba e deseje muitas maçãs.
Mais uma vez: Feliz dia dos santos da paciência que ministram salas de aula! rs
Não há educação sem vínculo. E toda aula é mágica!
ResponderExcluirGrande abraço!