Pergunta:
Fechamos as portas da academia para o mundo, bem entendido, o “mercado”? Ou fazemos da própria academia um produto vencedor?
Se fechamos as portas tentamos resguardar a pureza da pesquisa acadêmica e manter imaculado o espaço da construção do conhecimento.
Se abrimos as portas corremos o risco de perder a objetividade acadêmica para os interesses pessoais. Mas por outro lado, damos a oportunidade de formar profissionais prontos para o mercado.
Mas a quem estamos enganando? Os interesses pessoais estão por toda a parte. A academia é um negócio. Não adianta fechar as portas da academia, pois o negócio se faz lá dentro. Expande-se de dentro pra fora.
Então abrimos as portas e pronto? Formamos vencedores ou construímos conhecimento? Será possível fazer ambos?
O que já é possível observar à respeito:
“Aqui você aprende fazendo”
“Se você pensar bem (teoria), você faz Uni...(prática)”
“A teoria na prática é outra”
E assim o negócio da academia segue seu rumo.
Eu sugiro que pensemos a questão a partir de um ponto de vista (teoria) bastante prático:
São pessoas ordinárias, com problemas ordinários, que estão aprendendo, produzindo e ensinando na academia. Nas Ciências Sociais, buscam-se cada vez mais os elementos de subjetividade nas organizações e atividades humanas. Tentamos entender porque somos assim: loucos, mentirosos, gananciosos, estúpidos, traidores, românticos, generosos, supersticiosos, passionais. E como olhar para nós mesmos na tentativa de entender tudo isso? O trabalho é árduo. Muitos dizem que é impossível olharmos para nós mesmos mantendo o mínimo de objetividade científica. Faça você seu próprio julgamento. O fato é que, mesmo aqueles que singram por mares acadêmicos estão sujeitos às tormentas mundanas. É subjetividade em sua legítima expressão.
Quando estudamos a vida, praticamos a vida. Quando vivemos a vida, muitas vezes não olhamos pra ela. Não praticamos teoria. Aprendemos na prática. Construímos um número de relações, vivemos delas, mas não perdemos tempo pensando nelas. Gritamos, buzinamos, vencemos, mas não desfrutamos dos louros da compreensão. Quando teorizamos compreensão, não praticamos compreensão. Corremos. Continuamos a aprender fazendo. Vivemos de interesses porque somos assim. Ou não?
Vale a pena parar e pensar um pouco? PRATIQUE TEORIA!!!
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