terça-feira, 15 de dezembro de 2009

DETALHES

Pois bem. Proponho aqui uma reflexão. O que Roberto Carlos pode trazer de contribuição afetiva e vinculadora nesse mundo veloz de emepetrês, quatro, cinco?

Foi numa manhã de domingo, dia 6 de dezembro de 2009, me encontrava estirado no sofá do apartamento de minha irmã em Botafogo. Ao lado o novo mandatário da casa, o pequeno JM, que chegou fazendo pirraça, mas agora encontra-se na mais pura serenidade de um lar feliz.

Feliz de um pequeno príncipe que tem ao seu lado pais que valorizam o vínculo, comungando com o recém-chegado através dos cinco sentidos. É vivência corporal. Almas que dialogam através do corpo.

Tá legal, mas o que tem Roberto Carlos a ver com isso? Eu explico. Na verdade, eu faço uma confissão. Foi um trabalho árduo me manter augusto diante da cena do pai, ninando a criança ao som de RC. Brega? Não creio. Ali o pai contava uma história, enchia a sala de palavras, abraçava a criança através da música. Mais do que simples relaxamento, a música colocava as almas para conversar. E a minha naquele momento só queria chorar. Mas fui forte...até o gol do Angelim no Maracanã naquele mesmo dia, mas isso fica pra uma outra ocasião...

Nessa vida de emepenúmeros, é muito fácil deixar escapar um momento de puro vínculo como esse, perdido no éter dos sons do progresso. Detalhes tão pequenos de todos nós, que naquele momento foi algo muito grande pra esquecer.

3 comentários:

  1. Você se expressa muito bem ao som do RC. A vida vai passando, a gente participando e mudanças ocorrem sem que dela tomemos conhecimento. Assinado: o "até agora" único seguidor do seu blog, que retwitei para todos os meus 'um' seguidores.

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  2. Não nos esquecendo da máxima eterna do Rei: "o importante é que emoções eu vivi". ;)
    Seu blog tá muito bacana, parabéns!! Virei mais vezes! :)
    Beijos,
    da Ju (irmã do André) ;)

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  3. Quando abrimos os cinco sentidos contemplamos e participamos de ambientes como o que você descreve. Parabéns.
    "Nessa vida de emepenúmeros, é muito fácil deixar escapar um momento de puro vínculo como esse, perdido no éter dos sons do progresso".

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