Futebol, cidadania e qualidade de
vida.
Imagine que você é belga e gosta
de futebol. Se tiver sorte, você vai torcer para um time “grande” do país e vai
ter, pelo menos, alguma alegria nos torneios regionais. Mais do que isso será
impossível. Esteja também preparado para ver um futebol limitado.
Agora imagine que você mora em
uma cidade no interior da Bélgica, cujo time patina na zona intermediária da
tabela na 3ª divisão do campeonato regional. Um campeonato no qual o meu Olaria
poderia despontar tranquilamente como favorito.
Pois se você não está nessa
situação, olhe com certo ar de inveja para a realidade desses “pobres” belgas.
Em cidades de 50 mil habitantes, o clube de futebol desempenha um papel que vai
além do desporto. O estádio e o clube se tornam espaço de convivência, quase
como um parque público. Entre os jogos de qualidade duvidosa, almoços e
jantares festivos vinculam os moradores e reforçam, sem necessidade de ação
política, noções de cidadania. Fazer parte de algum lugar, de um grupo, de uma
cidade.
Photo: Bernard Libert
Eu escolhi Tournai por achar que
o futebol é uma grande desculpa para conhecer pessoas, expurgar o stress,
praticar a música e os gritos sem sentido. Aqueles caras que estão no campo não
são imagens do fenomenal. São apenas jogadores de carne e osso que amam o que
fazem e vivem os ritmos da cidade como qualquer pessoa. Parece que lá, ganhar
ou perder é apenas um detalhe. Não precisam disso para ser feliz!
No placar belga:
Vínculos 1 x 0 Imagens

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